sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Supor-se...


    Imaginar... me foi sugerido como forma de amar, pois há uma vontade que não pode se formar. Uma necessidade de calar, já que no vazio existente sinto-me descontente, restando-me somente imaginar... O vento se faz incessante, os pássaros voam distante levando para longe o meu amor.
Amor este que me consome, me mata e não some! Por que há de ser assim? Só me é concedido então,
imaginar...
    Imaginando eu te crio, te formo, sinto frio e choro. As lágrimas possuem vontade própria. Surgem, escorrem e inundam o coração que só desejou amar. Como é ingrato viver, quando só se pode existir. Imagino a imagem sem o imaginado. Como seria realizar? Sentir? Viver? Olhar para você?
    No pulsar do tempo, no brilho da lua, no vento que sopra, tudo se confirma e se decide enfim... Imagens, vidas, amores, não são nada! São dores, sem rancores com toques de dissabores...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Adoro um convite...

    Como é bom recebermos convites, seja qual for a situação ou comemoração, afinal fomos lembrados!  Um convite pode trazer além dos dizeres impressos, os dizeres indiretos positivos ou negativos: "Será ótimo ter você conosco", traduzindo: " Tomara que não vá!". Comecei brincando, pois recebi um convite essa semana, não com esse enfoque (assim espero, rsrs) mas, que me deixou extremamente feliz. Acredito que muitos de nós já passamos por situações assim, seja como convidado ou mestre de cerimônia. Os convites em sua maioria provocam grande euforia. Muitas vezes ficamos aguardando o dia de sermos convidados com tanta expectativa que quando acontece é como se fogos de artifício pudessem ser ouvidos no momento, ou então desaba o mundo... "Poxa, vou ter que ir..." (rsrs).
    Dias atrás conversava, sobre como cada vez mais os convites possuem uma característica própria, uma identidade muito próxima de quem o escolhe. No ano passado recebi convites de aniversários, casamentos, chás de cozinha, bebê, bar, mas com muita criatividade e originalidade! Os convites feitos pessoalmente ou por telefone também aconteceram e acontecem e como os demais, possuem seu jeitinho singular de ser.
    Aproveito para dizer que caso tenham convites a me fazer, fiquem à vontade...rsrs. Mais do que o convite, o que vale é o sentimento de afeto que circunda a situação. Agradeço a todos os convites que já recebi e aos que irei receber... beijos.

Sinta-se convidado(a) a visitar sempre meu blog...rs
   

domingo, 30 de janeiro de 2011

O alvo da noite.

Não importa o quanto precise transformar
Minha vida para viver esse amor.
Por quantas vezes já ouvi e senti isso... Inútil!
Já te sinto em minha vida a todo instante.
A expectativa da sua chegada, do encontro
dos olhos se tocando... do beijo...
Sonhos reais, momentos sentidos
com a riqueza de dois corações que vagam...
Ora livres, ora presos, mas sem perderem
Sua direção, o seu destino.
Detalhes envolvidos na autenticidade da
Sinceridade, atingindo o alvo da noite,
dos mistérios, das possibilidades,
Que só podem ser enxergados pelos
Que se entregam de corpo e coração.
Pobres e infelizes de alma!
Ausentes de autenticidade!
Perdem suas vidas, sua essência...
Apostam, mas não arriscam,
Perdem-se buscando encontrar,
Cheios de nada e vazios de tudo!

Perco o chão...

    Como deixar de falar sobre esse dia... Tinha tudo para ser mais um dia comum, porém aconteceu tudo e mais um pouco. Tudo, que pudesse deixá-lo especial, inesquecível e mais um pouco, que me motivou a escrever. Considerando-se as necessidades e/ou prioridades que se estabelece na vida, cria-se uma linha de pensamento, de ação direcionada ao alcance de objetivos, porém depois de percorrer um longo trajeto deste caminho, percebe-se que as conquistas até então, estão totalmente distantes de ser o ideal.
    É impressionante como as coisas acontecem de uma forma que nos deixam sem ação, paralisados! Fiquei pensando, tentando entender o que talvez não deva ser entendido e sim vivido, mas percebi que o maior erro é criar muitas expectativas com relação ao que o outro pode te proporcionar.
    Quando se atinge, se vive em uma atmosfera de amor, a razão e a emoção bailam, brincam, bagunçam toda a estrutura que montamos com tanto cuidado, considerando-a como sua maior e melhor construção. De repente vem um amor e desmorona tudo! Abala as estruturas!
    A sensação é a de perder o chão, isso mesmo! Quem nunca se sentiu sem chão? Sem rumo? Sem ação ou atitude? Procurou um alguém para compartilhar "seu grande problema" e o suposto amigo, confidente, ouve e então, diz palavras que você agradece, mas no seu íntimo pensa: "Ele não entendeu a intensidade da minha dor!". (Não falo de dor física e sim de dor na alma, coração!). Dentro de uma visão limitada é evidente a existência de um culpado, que dificilmente será você. A culpa é daquele que invadiu seu coração. 
    Mas não o culpo, não o condeno. Não resisto e não quero resistir aos seus encantos. Quero me entregar totalmente às incertezas que hei de viver contigo, mas não como condutor dos meus passos e sim como companheiro andante. É esse amor dentro do peito que me impulsiona estar cada dia mais viva, mais feliz por ter você no meu coração! Fique nesse peito e faça morada... meu amor é seu!


Amado...



  Quero mergulhar em toda
 a inconstância que você  me dá,
 me perder na instabilidade do teu olhar
e me encontrar em seus braços...

A especial Cora Coralina...

    Hoje quero falar de uma poetisa brasileira, cujos versos conheci  durante o curso de Pedagogia, através do Professor Frei Ailton, que sempre ilustrava suas aulas com diversos poetas. Assim, fui mergulhando nas palavras que ouvia, sentia que precisava saber e conhecer mais sobre ela. Um jeito simples e marcante de falar que gostaria de compartilhar com vocês.
                                                      
 Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.
Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha.
Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. “Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo”, diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. “Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo.” Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
                                            Cora Coralina

"Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça".
                          Cora Coralina.

"Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
                                                                                   Cora Coralina.


"Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia,
 se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso".
                                                                                                Cora Coralina.
"Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas".
                                                                                                Cora Coralina.

Um...
especialmente para você.
 Taíse. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Escolhas...

     O breu dos momentos perdidos no vazio de um silêncio constante afoga toda e qualquer forma de agir. Rodeada de vozes, me perco no vão da magia e da realidade, totalmente sufocada pela pulsão do nada empurrando o tudo que nunca existiu. Estou morrendo cada dia um pouco mais, mergulhando na imensidão dos rios que seguem ao longe os olhos que jamais esqueci. Dilacerada pelo vazio de não poder mais viver, dentre escolhas certas ou incertas, eu escolhi você!

Vivendo a oração em família...

         Hoje o dia é de agradecimento! Sinto-me imensamente grata por todos os momentos e oportunidades vividas até aqui e principalmente...